Além da situação das faltas, o deputado enfrenta um pedido de cassação que já foi encaminhado à Comissão de Ética da Casa pelo próprio presidente da Câmara. Ao longo do ofício, Eduardo explica que continua a ser perseguido Politicamente e enfatiza sua participação como membro da Comissão de Relações Exteriores, destacando a relevância do que ele chama de “diplomacia parlamentar” em sua atuação.
Recentemente, elementos complicadores surgiram na sua trajetória, já que, no último dia 20, a Polícia Federal concluiu o indiciamento tanto do deputado quanto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação envolve acusações graves, que vão desde coação no curso do processo até tentativas de abolição do Estado Democrático de Direito. No caso de Eduardo, as suspeitas estão relacionadas à sua colaboração com o governo do ex-presidente americano Donald Trump, em estratégias de retaliação contra o Brasil e seus ministros, especialmente no que diz respeito ao Supremo Tribunal Federal.
O governo dos Estados Unidos, por sua vez, anunciou diversas sanções contra o Brasil e figuras de destaque na política nacional, incluindo tarifas elevadas e ações financeiras contra o Ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.
Eduardo busca amparo em precedentes da Câmara, sugerindo que a participação remota foi autorizada para deputados durante a pandemia de covid-19 e argumenta que a situação atual que enfrenta é ainda mais crítica. Ele sustenta que os riscos de ser alvo de perseguições políticas são muito mais graves do que a ameaça de contaminação pelo vírus. Para finalizar, reiterou que não reconhece faltas em seu comportamento, reafirmando sua determinação em continuar no exercício de suas funções, conforme o mandato que lhe foi confiado pelo voto popular.