POLÍTICA – Deputado Renildo Calheiros solicita vista e interrompe análise do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia no Congresso Nacional.

Na última terça-feira, 10 de outubro, a análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi temporariamente interrompida no Congresso Nacional, devido a um pedido de vista apresentado pelo deputado Renildo Calheiros, do PCdoB de Pernambuco. A decisão provocou a suspensão da reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), que agora deve ser retomada no dia 24 de fevereiro. Na ocasião, o colegiado se concentrará na votação do relatório elaborado pelo presidente do grupo, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo.

Chinaglia, em sua apresentação, destacou que o acordo representa uma ampla área de livre comércio entre os blocos, promovendo a redução gradual das tarifas de importação. O documento também garante a proteção de setores considerados sensíveis, estabelecendo salvaguardas e mecanismos para a resolução de disputas que possam surgir entre as partes envolvidas.

Durante a discussão, o senador Nelsinho Trad, que preside a Comissão de Relações Exteriores e é vice-presidente da Representação, enfatizou a importância econômica que o acordo traria ao país, projetando um futuro promissor em termos de negócios e comércio internacional. Trad expressou confiança de que o relatório será votado rapidamente após o Carnaval, com expectativa de que seja enviado ao Plenário da Câmara dos Deputados em seguida, antes de seguir para o Senado.

A proposta do acordo entre o Mercosul e a União Europeia é vista como um passo crucial para a inserção do Brasil e de outros países sul-americanos no mercado europeu, com o potencial de proporcionar um aumento significativo nas intercâmbios comerciais e investimentos. No entanto, o impasse atual deixa a situação em aberto, colocando em evidência as diferentes visões e preocupações que existem em relação ao impacto do acordo sobre a economia doméstica, especialmente entre aqueles que defendem a proteção de determinados setores da indústria local.

À medida que o Brasil avança nas discussões sobre o acordo, continua em pauta a necessidade de um diálogo amplo para equilibrar interesses comerciais com a proteção de setores mais vulneráveis da economia. A retomada das negociações no final de fevereiro será um momento crítico para determinar o futuro desse importante acordo.

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