POLÍTICA – Deputado Arnaldo Jardim apresenta parecer sobre Política Nacional de Minerais Críticos, impulsionando potencial do Brasil na nova economia global. Votação ocorre nesta terça.

O deputado federal Arnaldo Jardim, membro do partido Cidadania de São Paulo, anunciou que na próxima segunda-feira, 4 de setembro, apresentará seu parecer sobre o Projeto de Lei nº 2.780/2024, que visa estabelecer a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil. A proposta está agendada para votação na terça-feira, dia 5.

Na qualidade de relator do projeto na Câmara dos Deputados, Jardim enfatizou que o documento final incorpora recomendações obtidas de diversas entidades, órgãos e especialistas do setor de mineração. Ele garantiu que seu parecer é resultado de um processo de diálogo e escuta cuidadosa, orientando-se por uma visão responsável sobre o futuro do país. Jardim reiterou, em suas redes sociais, que a proposta é um esforço coletivo e não uma iniciativa isolada.

Um dos principais pontos abordados pelo deputado é a criação de um comitê que terá a responsabilidade de definir, por meio de resoluções, quais minerais serão considerados críticos e estratégicos. Esse grupo será ligado ao Conselho Nacional de Política Mineral, que atua como um órgão de assessoramento ao governo federal sobre diretrizes voltadas ao setor mineral.

O projeto não só foca na aceleração de licenciamentos para projetos que exploram minerais críticos no Brasil, como também prevê incentivos fiscais e a criação de linhas de crédito especiais. Embora as novas disposições incluam o Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura, a proposta visa priorizar a pesquisa e a transformação desses minerais de maneira sustentável.

Para Jardim, a implementação dessa Política Nacional é fundamental para que o Brasil possa maximizar suas abundantes reservas minerais e desenvolver uma cadeia produtiva interna que agrega valor aos produtos. Ele argumenta que a discussão não deve se limitar à mera extração de recursos, mas sim considerar qual posição o Brasil deseja ter na nova economia global – se como simples fornecedor de matéria-prima ou como um agente ativo na geração de valor e desenvolvimento tecnológico.

Atualmente, o Brasil possui uma reserva considerável de terras raras, segunda apenas à da China, com 21 milhões de toneladas identificadas. Contudo, apenas cerca de 25% do território nacional foi devidamente mapeado, o que indica que há um potencial significativo ainda a ser explorado. Jardim sublinha que, apesar de possuir recursos valiosos, o Brasil carece de uma política nacional que reconheça a importância desses minerais em um contexto estratégico.

O papel dos minerais, especialmente das terras raras, está ganhando destaque global, especialmente no que se refere à transição energética. Os minerais críticos e estratégicos são considerados fundamentais para o desenvolvimento econômico, já que são essenciais em produtos e processos de alta tecnologia. Definir quais minerais se encaixam nesses rótulos é uma tarefa que varia entre os países e que pode mudar com o tempo, à medida que novas tecnologias e mudanças geopolíticas surgem.

Este debate, portanto, não apenas toca em questões econômicas, mas também envolve uma análise profunda do papel do Brasil na economia global contemporânea, levantando a necessidade de uma política coerente que valide e potencialize os recursos estratégicos do país.

Sair da versão mobile