A assessoria de Erundina informou que a deputada passou a noite bem e que todos os exames apresentaram resultados normais. O quadro de saúde da parlamentar se mantém estável e em breve ela deve ser transferida para o quarto. O hospital, no entanto, não divulgou o diagnóstico do mal súbito que a acometeu.
No momento em que passou mal, Luiza Erundina enfrentava a obstrução ao projeto que obriga o Estado brasileiro a identificar publicamente os locais onde ocorreram repressões políticas durante a ditadura civil-militar que governou o país de 1964 a 1985. Em um discurso de seis minutos na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, a deputada ressaltou a importância do resgate da verdade e da justiça às vítimas desse período sombrio da história do Brasil.
Luiza Erundina tem uma trajetória política marcante. Nascida em Uiraúna, na Paraíba, a parlamentar foi a primeira mulher a ser eleita prefeita de São Paulo em 1988, pelo PT. Além disso, já exerceu cargos de vereadora, deputada estadual e está em seu sexto mandato como deputada federal, eleita em 2022 com mais de 113 mil votos pelo PSOL.
Sua atuação política é pautada pela defesa dos direitos humanos, da verdade sobre a ditadura militar no Brasil e do direito à comunicação. Mesmo após o susto de sua internação, Luiza Erundina demonstra força e disposição para continuar sua luta em prol de uma democracia mais justa e inclusiva.
