Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, argumentou em prol da prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, mas a justificativa apresentada por Alcolumbre, que se baseou na proximidade do calendário eleitoral deste ano, foi a de que seria inadequado estender a CPI nesse momento. Durante uma sessão plenária, Vieira expressou sua insatisfação com a decisão, chamando-a de um “desserviço ao Brasil”. Ele insistiu que a CPI estava em um ponto crucial de apuração de fatos alarmantes, como a infiltração de grupos criminosos em órgãos públicos, particularmente no estado do Rio de Janeiro.
O senador fez referência ao caso do Banco Master, que, nas suas palavras, não era apenas uma instituição financeira, mas uma verdadeira organização criminosa. Vieira descreveu a entidade como um grupo que estava envolvido em diversas atividades ilícitas, que iam desde a lavagem de dinheiro até fraudes financeiras e corrupção. De acordo com ele, o Banco Master havia prestado serviços a figuras influentes nos trêss Poderes da República, o que levanta questões alarmantes sobre a corrupção em esferas governamentais.
Vieira alertou sobre a crescente criminalidade violenta que se espalha pelo território nacional, ao mesmo tempo em que se detecta a corrupção infiltrada em gabinetes e escritórios, especialmente em locais como Brasília e na Faria Lima em São Paulo. Essas preocupações evidenciam a intersecção entre a criminalidade organizada e a corrupção sistêmica.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, optou por não comentar as declarações de Vieira durante a sessão, deixando assim em aberto as repercussões políticas de sua decisão e o futuro das investigações sobre o crime organizado no Brasil. A não prorrogação da CPI levanta apreensões sobre a continuidade das apurações essenciais para o entendimento das facções criminosas e de seus impactos no país.





