POLÍTICA – Copa do Mundo de 2026 será oportunidade para unir povos, diz presidente da Fifa amid tensões políticas e possíveis boicotes de seleções europeias.

O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, destacou em recente declaração que a Copa do Mundo de 2026, a ser realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, será um evento crucial para promover a união entre as nações em um mundo repleto de divisões. Durante uma conversa com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, Infantino enfatizou a importância do futebol como uma ferramenta para unir pessoas de diferentes origens e culturas.

A declaração de Infantino ocorre em um contexto delicado, diante de boatos de que algumas seleções europeias poderiam boicotar o torneio em resposta às tensões geradas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à Groenlândia. Trump insinuou a possibilidade de impor tarifas a países que não apoiassem seus planos expansionistas, alegando questões de segurança nacional. Apesar do clima político, Infantino reafirmou a FIFA como uma instituição que visa promover a integração e celebração do futebol.

As expectativas para o evento são altas, com a FIFA já recebendo mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para os 6 milhões de entradas disponíveis. “Isso mostra que as pessoas querem participar e celebrar”, disse Infantino, ressaltando a relevância do futebol em fomentar encontros e experiências compartilhadas. Ele argumentou que o momento é oportuno para reforçar laços e valorizar as interações humanas.

A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, também se posicionou, afirmando que, até o momento, o país não tem intenção de se retirar da Copa do Mundo, apesar de algumas vozes contrárias no cenário político. “A Copa do Mundo é um momento extremamente importante para quem ama o esporte”, destacou a ministra, reforçando a necessidade de manter a separação entre política e esporte.

Além disso, a Copa do Mundo de 2026 será inovadora, pois contará com a participação de 48 seleções e será a primeira vez que o torneio será realizado em três países simultaneamente. O evento está marcado para iniciar no dia 11 de junho na Cidade do México.

O Brasil, por sua vez, se prepara para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027, uma decisão que foi um dos principais tópicos discutidos entre Lula e Infantino. A FIFA espera que cerca de 3 milhões de torcedores visitem o país, contribuindo não apenas para o esporte, mas também para causas sociais importantes, como a luta contra a violência de gênero. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também anunciou planos de se candidatar para sediar o Mundial de Clubes da FIFA em 2029, reforçando a posição do Brasil como um dos centros do futebol mundial.

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