POLÍTICA – Congresso Derruba Vetos e Acelera Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados, Beneficiando Principalmente Rio de Janeiro e Minas Gerais

Na última quinta-feira, 27 de setembro, o Congresso Nacional tomou uma decisão significativa ao derrubar parte dos vetos ao projeto que institui o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados, conhecido como Propag. Este programa, sancionado em janeiro, cria condições vantajosas para que as unidades da federação possam quitar as dívidas acumuladas com a União.

O consenso entre governo e partidos resultou na revogação de seis vetos da Lei Complementar 212 de 2025, que estabelece o Propag, enquanto 24 vetos permanecem em vigor. A expectativa do governo é que essa derrocada de vetos amplie o número de estados que se unam ao programa. As unidades federativas têm até 31 de dezembro para formalizar sua adesão ao Propag.

Durante a sessão, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ressaltou que esse programa traz vantagens para todos os estados, destacando especialmente a situação de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. Essa afirmação aponta para um reconhecimento da gravidade das dificuldades financeiras enfrentadas por essas regiões.

Um dos vetos que foi derrubado permite que os estados realizem o pagamento de dívidas diretamente por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). A criação desse fundo visa promover a redução de desigualdades regionais e incentivar atividades produtivas. No entanto, a princípio, o governo havia considerado inconstitucional o uso desse fundo para quitação de dívidas estaduais.

Além disso, o Congresso também revogou um veto que garantiu a manutenção de benefícios anteriormente previstos na renegociação de dívidas em 2021. Entre esses benefícios, destaca-se a responsabilidade da União em cobrir operações de crédito envolvendo instituições financeiras, onde o governo federal figura como garantidor.

Outro ponto relevante é que a lei do Propag permite que os estados paguem suas dívidas em até 30 anos, com juros que vão de 0% a 2% ao ano, ajustados pela inflação. Em comparação, o programa anterior apresentava taxas de juros que chegavam a 4%, somadas à inflação.

Ainda no âmbito das renegociações, o projeto oferece a possibilidade de quitação de até 20% do saldo devedor via transferência de ativos ou empresas públicas para a União. Dados recentes apontam que as dívidas estaduais ultrapassam R$ 820 bilhões, com a maioria concentrada em apenas cinco estados, refletindo uma situação fiscal alarmante.

O relator do projeto, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), expressou seu entusiasmo pela acolhida da proposta e a importância do acordo construído entre governo e partidos, considerando a data como um marco que promete aliviar o peso fiscal dos estados, impactando positivamente setores fundamentais como saúde e educação.

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