Durante a abertura da sessão da CCJ, o presidente da comissão, deputado Thiago Manzoni, destacou que os convidados haviam se comprometido publicamente a comparecer, mas descumpriram esse acordo. Manzoni enfatizou que a não participação deles foi um desrespeito não só à comissão, mas também à população do Distrito Federal, que merece entender a realidade do banco público, uma entidade que movimenta bilhões de reais.
Além disso, o deputado Fábio Félix, do PSOL, também criticou a falta de transparência do BRB. Ele mencionou a dificuldade de obter informações por meio de requerimentos, que foram sistematicamente negados sob a alegação de sigilo. Para Félix, sem essas informações, a Câmara Legislativa não consegue monitorar adequadamente a situação do banco, o que é fundamental para a compreensão dos acontecimentos tanto no governo quanto no BRB. O parlamentar ressaltou que a responsabilidade sobre a crise está claramente associada ao governo do Distrito Federal, já que este é o controlador do BRB, e relembrou que os projetos para a operação de aquisição do Banco Master foram enviados à Câmara por meio do ex-governador Ibaneis Rocha.
Ainda no ambiente político, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado também esperava por um depoimento do ex-governador, que não compareceu. Tal ausência repercute em meio a um processo que investiga alegações de fraudes ligadas à compra de ativos de baixa liquidez, que causaram prejuízos significativos ao banco.
O cenário atual do BRB é alarmante, com uma crise de confiança que leva a questionamentos sobre sua liquidez e gestão. A Polícia Federal já investiga o caso em questão, em busca de esclarecer a origem de um rombo estimado em R$ 12,2 bilhões. A convocação dos envolvidos promete trazer à tona informações essenciais que podem impactar não apenas a operação do banco, mas também a economia do Distrito Federal como um todo.





