Lula destacou a importância de não apenas evitar ser um agressor, mas também de adotar uma postura ativa na defesa dos direitos das mulheres. “Cada homem desse país tem uma missão a cumprir,” declarou o presidente, sublinhando que, pela primeira vez, o esforço para proteger as mulheres é reconhecido como uma tarefa coletiva que vai além do envolvimento feminino.
O pacto busca a ação coordenada entre as instituições que compõem os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres. O presidente ressaltou que essa questão deve ser debatida em espaços formais de trabalho, assim como nas escolas, onde educadores têm a responsabilidade de abordar o tema desde a educação infantil até a universitária. Essa é uma oportunidade de cultivar uma nova civilização marcada pelo respeito mútuo e pela equidade.
Em suas palavras, Lula não esqueceu de mencionar que a violência acontece com frequência no ambiente doméstico, onde casos de feminicídio são frequentemente perpetrados por parceiros íntimos ou desconhecidos. Ele reafirmou que o espaço das mulheres é em cargos de liderança e decisão, afirmando que “lugar da mulher é onde ela quiser estar”.
A cerimônia contou também com a participação da primeira-dama, Janja da Silva, que compartilhou a angustiante história de uma mulher agredida publicamente. Sua mensagem foi clara: a sociedade precisa se unir para garantir um ambiente seguro para todas as mulheres, convocando os homens a se posicionarem contra a violência.
O pacto foi apoiado por líderes dos Três Poderes, como o presidente do STF, Edson Fachin, que defendeu que as transformações necessárias vão além das leis e exigem uma mudança de mentalidade em todos os níveis, incluindo famílias e instituições. Ele reiterou a urgência da situação ao afirmar que a verdadeira paz depende da proteção e dignidade das mulheres.
Além disso, o presidente da Câmara, Hugo Mota, lembrou os alarmantes números de feminicídios no Brasil, ressaltando a necessidade de ações concretas e urgentes para mudar essa realidade. Por sua vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfatizou que o feminicídio deve ser tratado como um problema de Estado e não apenas uma questão de governo, reiterando a união das instituições para enfrentar essa chaga social.
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio busca acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer redes de apoio e responsabilizar agressores, reconhecendo a violência contra as mulheres como uma crise estrutural que exige uma resposta integrada e contínua.






