Embora inicialmente a equipe médica acreditasse que a queda estava relacionada a uma possível queda da cama, a conversa posterior com o ex-presidente revelou que ele teria se levantado e tentado caminhar, o que acabou resultando na queda. Os exames realizados confirmaram um traumatismo craniano leve, mas, segundo o boletim médico, não há necessidade de intervenções cirúrgicas mais complexas. O documento, assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini, apontou uma leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, atribuída ao trauma.
O médico Brasil Caiado também destacou que a queda poderia estar ligada aos medicamentos que Bolsonaro utiliza para tratar crises de soluços. Ele observou que a interação entre esses medicamentos poderia levar a episódios de desorientação, colocando o ex-presidente em uma situação de risco maior. O especialista alertou que, caso esses episódios se tornem mais frequentes, eles podem complicar ainda mais a saúde de Bolsonaro.
Vale lembrar que menos de uma semana antes dessa queda, o ex-presidente havia deixado o mesmo hospital após um período de internação de oito dias. Durante essa estadia, ele passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e outros procedimentos para tratar seu quadro de soluços persistentes. Com a nova queda, a atenção à sua saúde volta a ser foco, ressaltando os desafios que ele enfrenta em meio às complicações médicas em um cenário já conturbado de sua vida política e legal.
