Bolsonaro estava sob cuidados hospitalares desde o dia 13 de março, quando foi internado após passar mal enquanto se encontrava no 9º Batalhão da Polícia Militar em Brasília. Sua condição exigiu a intervenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou ao hospital com sintomas alarmantes, como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Após a sua alta, o ex-presidente seguirá para sua residência localizada em um condomínio no Lago Sul, uma área considerada nobre na capital federal. Neste novo cenário, ele assume uma nova fase em sua situação legal, cumprindo uma prisão domiciliar temporária que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada após considerar o estado de saúde do ex-presidente e a necessidade de acompanhamento médico.
Com a nova determinação judicial, Bolsonaro utilizará uma tornozeleira eletrônica, ferramenta importante para monitorar os deslocamentos do ex-mandatário, uma vez que, no passado, ele já havia tentado violar esse dispositivo durante um episódio que resultou em sua prisão. A segurança em sua residência será reforçada por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, que estarão encarregados de evitar qualquer tentativa de fuga.
A prisão domiciliar tem um prazo inicial de 90 dias, após os quais será reavaliada. O ministro Alexandre de Moraes poderá solicitar uma nova perícia médica para decidir sobre a continuidade deste regime mais brando de cumprimento de pena. A situação de Bolsonaro segue sendo um ponto focal de atenção na política brasileira, refletindo as complexidades de um ex-presidente agora enfrentando a Justiça e questões de saúde.
