Barroso afirmou que considerar a presença dos ministros em eventos privados uma questão ética é um equívoco, destacando que as críticas manifestam “preconceito contra a iniciativa privada e o empreendedorismo”. Ele enfatizou que eventos com empresários não representam um problema ético e ressaltou que situações eticamente erradas não ocorreriam em espaços públicos frequentados por milhares de pessoas.
“Essa ideia de que participar de eventos com empresários é um problema ético é um equívoco. Coisas eticamente erradas, se tivessem que acontecer, não aconteceriam em congressos com 2 mil pessoas”, afirmou o ministro.
O presidente do STF garantiu que não há qualquer vinculação entre a participação dos ministros nos eventos e as decisões proferidas pelo Supremo. Em suas palavras, a presença dos magistrados em tais ocasiões é, na verdade, um favor e uma gentileza por parte dos juízes, e não um benefício pessoal. “Quando um juiz faz uma palestra em um evento, não é um proveito para o ministro, a gente está fazendo uma atenção, uma gentileza, um favor. É equivocado achar que o ministro é quem fica devedor. O ministro fica credor do esforço de participar de um evento”, elucidou Barroso.
Além disso, o presidente do STF destacou a transparência que caracteriza o tribunal. Ele assegurou que as deliberações são realizadas publicamente e que qualquer pessoa pode acompanhas as atividades da Corte pela televisão. Barroso também mencionou o Portal da Transparência do STF, onde todas as despesas do tribunal são detalhadamente publicadas, reafirmando o compromisso da Corte com a publicidade de suas ações.
“Nem sequer um tribunal no mundo é mais transparente do que o Supremo Tribunal Federal. Nós deliberamos na frente da televisão, todo mundo pode assistir o que nós estamos fazendo. Nenhuma decisão é tomada em uma sala fora da vista de qualquer pessoa. Nós temos um Portal da Transparência com todas as despesas que são realizadas aqui”, concluiu o ministro.
Com estas declarações, Barroso buscou desfazer as críticas e reafirmar a postura ética e transparente dos ministros do STF, defendendo a participação de magistrados em eventos com empresários como um meio legítimo de interação e troca de conhecimentos, e não como uma prática que possa comprometer a integridade das decisões judiciais da mais alta Corte do país.
