Nesta quarta-feira (19), uma reunião entre Bolsonaro e parlamentares aliados foi realizada na casa do líder da oposição Coronel Zucco (PL/RS), em Brasília, para discutir os próximos passos do grupo. Enquanto isso, os parlamentares que apoiam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva veem a denúncia como um marco na defesa da democracia brasileira e acreditam que ela contribuirá para barrar o projeto de anistia.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que eles estão contabilizando os votos para pautar o tema na reunião do colégio de líderes da Casa, marcada para quinta-feira (20). Sóstenes também declarou que será solicitada urgência na tramitação do texto e que os aliados de Bolsonaro já estariam próximos de garantir os votos necessários.
Para que um projeto de lei seja diretamente pautado no plenário da Câmara, sem passar pelas comissões, é necessário o apoio da maioria dos líderes partidários. No entanto, a instalação de uma comissão especial para discutir o tema foi interrompida antes que a proposta fosse votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado que era dominado por aliados de Bolsonaro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (MDB), tem sido pressionado para pautar o tema da anistia, mas afirmou que não houve tentativa de golpe e que não há um líder no movimento que resultou nos eventos de 8 de janeiro. No entanto, a denúncia da PGR aponta Bolsonaro como a liderança por trás da tentativa de golpe.
