O vice-presidente enfatizou que a ratificação do acordo traz benefícios diretos à população, como a redução de preços e a melhoria na qualidade dos produtos disponíveis no mercado. Alckmin também não hesitou em declarar que, caso o Congresso Brasileiro vote durante o primeiro semestre, o Brasil pode avançar independentemente da situação dos demais países da região.
O potencial deste acordo vai além de questões econômicas imediatas; ele é visto como uma oportunidade de fomentar investimentos e geração de empregos no Brasil. Alckmin sublinhou que um aumento nos investimentos europeus na América do Sul, assim como uma maior presença de capital brasileiro na Europa, poderá ser resultado do fechamento desse acordo. Ele ressaltou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e que a troca comercial entre as duas regiões atingiu impressionantes US$ 100 bilhões no último ano.
Outro dado importante levantado por Alckmin foi que, apenas no setor de transformação, o Brasil exportou US$ 23,6 bilhões para a União Europeia. Essa movimentação representou um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. O vice-presidente mencionou que a Europa se destacou como destino das exportações de 22 estados brasileiros em 2022, com 30% dos exportadores do país mantendo relações comerciais com o continente, envolvendo mais de 9 mil empresas e gerando emprego para mais de três milhões de trabalhadores brasileiros.
Além dos benefícios econômicos, Alckmin trouxe à tona a relevância do acordo em um cenário global desafiador. Ele argumentou que o pacto representará um compromisso com a sustentabilidade e com normas comerciais que possam mitigar as mudanças climáticas. O vice-presidente caracteriza o acordo como uma verdadeira oportunidade de fortalecimento do multilateralismo em um momento de turbulência global, destacando que “é um ganha-ganha”, onde a competitividade será determinante.
Com as recentes declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a expectativa de um consenso e apoio à assinatura do acordo se intensifica, sinalizando uma mudança histórica nas relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia. A espera agora se concentra na celeridade dos trâmites legislativos necessários para que o pacto se torne realidade.
