Polícias Apreendem 285 Mil Figurinhas Falsas da Copa do Mundo Enquanto Compradores Sofrem Desilusões Com Produtos Ilegais e de Baixa Qualidade

Aumento das Apreensões de Figurinhas Falsificadas da Copa de 2026 no Brasil

No dia 22 do mês passado, uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) resultou na apreensão de impressionantes 200 mil figurinhas falsificadas do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, no Rio de Janeiro. O material, que seria distribuído na capital fluminense e em sua Região Metropolitana, levanta preocupações sobre as práticas de falsificação e a integridade do mercado de colecionáveis. Da mesma forma, em São Paulo, a Polícia Civil tomou uma atitude semelhante, confiscando 85 mil figurinhas e álbuns sem comprovação de origem legal na quinta-feira, dia 28.

O problema é exacerbado pela facilidade de acesso a produtos falsificados na internet. Várias postagens em redes sociais e plataformas de vendas online oferecem figurinhas “idênticas às originais” em formato digital, permitindo que os usuários baixin e imprimam suas próprias cópias. Essa prática desonesta prejudica os consumidores que desejam completar seus álbuns de forma legítima e com produtos de qualidade.

Victor Tutman, delegado responsável pela investigação, alerta sobre alguns indícios que podem ajudar na identificação dessas falsificações. Um dos principais sinais é o preço dos produtos — a Panini, responsável pelas figurinhas oficiais, estabelece um preço de R$ 7 por pacote; qualquer valor significativamente inferior a essa quantia é um sinal de alerta.

Além do preço, a análise da embalagem pode revelar diferenças. O saquinho oficial é feito de um plástico metalizado fino, enquanto o material falsificado tendem a ser mais grosso e rígido. A qualidade das impressões também é um indicativo claro: figurinhas originais apresentam cores vibrantes e definição nítida, ao passo que as falsificadas costumam ser mais escuras e opacas.

Consumidores como Fernando Bruno, que comprou pacotinhos por R$ 5 no metrô de São Paulo, relatam experiências frustrantes. Ele presenteou o filho com duas pacotinhos, apenas para descobrir que as figurinhas eram de qualidade inferior, com impressões mal feitas. “Fiquei tão irritado, e meu filho ficou chateado a ponto de jogar tudo fora”, desabafou.

A experiência de Gabriel Alves, que adquiriu 12 pacotes pela TikTok Shop, também ilustra os riscos: ele acabou gastando R$ 199,77 em produtos falsificados. Ao investigar a loja, descobriu que outros consumidores também haviam recebido material não original. Ao receber os pacotes, ficou chocado com a diferença na qualidade, tanto das figurinhas quanto das embalagens, que se mostraram irregulares.

Esse quadro revela não apenas a extensão do problema da falsificação, mas também a necessidade de alerta aos colecionadores e consumidores. Adotar canais de compra oficiais, como bancas de jornais e varejistas autorizados, é fundamental para evitar surpresas desagradáveis e contribuir para um consumo consciente. O fenômeno das figurinhas falsificadas deve ser tratado com seriedade, já que a paixão pelo colecionismo pode ser facilmente explorada por golpistas.

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