O acontecimento se desenrolou quando a viatura policial colidiu com o braço do marido de Thawanna, Luciano dos Santos, enquanto os policiais tentavam abordar o casal. A situação rapidamente escalou para uma discussão acalorada, onde Yasmin alegou que Thawanna a agrediu verbalmente e gesticulou de maneira provocativa, levando-a a efetuar o disparo.
Imagens das câmeras corporais revelaram momentos críticos antes do tiroteio. Uma câmera de segurança registrou a presença do casal na Rua Edimundo Audran instantes antes da chegada da viatura policial. O diálogo, capturado em áudio, mostra Thawanna se queixando da abordagem, enquanto a resposta da policial intensificava a tensão no ambiente. O marido, Luciano, relatou que inicialmente acreditou que o disparo fosse de munição não letal, o que o levou a colaborar com os policiais ao demonstrar que não representava risco.
Após a ocorrência, a situação de Thawanna se agravou ao ponto de ela ficar agonizando no chão por cerca de 30 minutos antes de receber os primeiros socorros. A ausência de assistência médica imediata exacerbava a tragédia, levando à indignação da comunidade local. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do evento, onde Luciano foi intimado como suspeito de resistência, enquanto Yasmin Cursino Ferreira figura como vítima na narrativa oficial.
O episódio gerou repercussões significativas, incluindo um protesto na comunidade em resposta à morte de Thawanna, com residentes exigindo justiça e expressando sua frustração com as ações da polícia. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a investigação está em andamento e que todas as imagens disponíveis estão sendo analisadas. Yasmin foi afastada de suas funções, e a situação se desenrola sob um manto de intensa análise pública e crítica sobre as práticas de policiamento e o uso da força.
