Policial em Connecticut enfrenta acusações de homicídio culposo após tiroteio fatal durante atendimento a crise de saúde mental; apoiadores lotam tribunal.

Em Hartford, Connecticut, um policial envolvido em um caso polêmico de tiroteio, que resultou na morte de um homem negro em crise de saúde mental, compareceu ao tribunal pela primeira vez nesta sexta-feira. Joseph Magnano, de 23 anos, enfrenta acusações de homicídio culposo após disparar contra Steven Jones, de 55 anos. O incidente ocorreu em 27 de fevereiro e gerou um intenso debate público sobre a forma como as autoridades policiais lidam com situações envolvendo pessoas em sofrimento mental.

Durante a audiência no Tribunal Superior de Hartford, Magnano optou por não fazer declarações, mas foi recebido com abraços por colegas policiais, alguns dos quais mostraram apoio ao usar crachás da corporação. A preocupação com a resposta da polícia a crises de saúde mental foi amplificada após a demissão de Magnano pelo prefeito de Hartford, desencadeando uma série de reações da comunidade e do sindicato local da polícia.

James Rutkauski, presidente do sindicato, defendeu Magnano, alegando que o policial agiu de acordo com seu treinamento e desafiou a noção de que ele é um criminoso por sua ação. O advogado de Magnano, Patrick Tomasiewicz, não comentou o caso após a audiência, mas é esperado que o policial entre com uma confissão de inocência em seu próximo compromisso judicial marcado para o dia 21 de julho.

Steven Jones tinha um histórico de doenças mentais e foi visto segurando uma faca quando a polícia chegou ao local. Em vídeos de câmeras corporais, pode-se ouvir os agentes pedindo repetidamente que Jones largasse a faca e afirmando que estavam lá para ajudar. O vídeo mostra que, após doze minutos de tentativas de diálogo, Magnano chegou ao local e, em um breve confronto, disparou nove vezes contra Jones, que foi internado e morreu quatro dias depois.

A investigação realizada pelo inspetor-geral de Connecticut concluiu que Jones não representava uma ameaça iminente, o que, segundo a acusação, torna a ação de Magnano injustificada. Em seu relatório, Magnano expressou temores de que Jones poderia atacar alguém, mas essa justificativa é contestada pelas evidências apresentadas.

O chefe da polícia de Hartford, James Rovella, não se pronunciou sobre o incidente, afirmando que ainda é cedo para comentários. Enquanto isso, representantes da NAACP local estavam presentes na audiência, ressaltando a necessidade de a polícia cumprir seu juramento de proteger e servir, especialmente em situações de saúde mental. A questão continua a levantar preocupações sobre as práticas policiais em casos de emergência envolvendo cidadãos vulneráveis.

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