Policial do Piauí provoca revolta ao usar spray de pimenta em viatura fechada com colegas em vídeo viralizado nas redes sociais.

Uma cena alarmante ganhou notoriedade nas redes sociais nesta segunda-feira, dia 19, ao mostrar um policial militar do Piauí fazendo uso de spray de pimenta dentro de uma viatura fechada, acompanhando-se de dois colegas de farda. O incidente foi registrado e compartilhado pelo próprio autor do vídeo, que rapidamente se tornou um tema debatido nas plataformas digitais, gerando indignação e polêmica entre os internautas.

O policial em questão, identificado como Thanack Hitler, ocupa o cargo de subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Piauí (BPChoque). A filmagem revela um comportamento pouco convencional: de forma aparentemente descontraída, o agente provoca a ação antes de utilizar o spray, afirmando aos colegas: “Vamos cheirar um gasinho aqui todo mundo, pra ver se dá certo aqui nessa segunda-feira”. Na sequência, ele dispara o produto repetidamente dentro da viatura, em um ato que levanta questionamentos sérios sobre a prudência e a responsabilidade no uso de agentes químicos por parte de autoridades policiais.

O spray de pimenta, conhecido por seus efeitos lacrimogêneos, é amplamente empregado por forças de segurança para controle de distúrbios e contenção de possíveis ameaças. No entanto, especialistas em saúde e segurança pública alertam que o uso dessa substância em espaços confinados pode desencadear reações adversas graves. A inalação do spray provoca ardência intensa nos olhos, além de desencadear tosse, irritação das vias aéreas e, em casos mais severos, dificuldades respiratórias. Esses riscos não apenas comprometem a saúde dos policiais envolvidos, mas também levantam uma severa crítica em relação à ética e à legalidade de tais condutas dentro das forças de segurança.

O episódio gerou um clamor nas redes sociais, em que diversas vozes se manifestam contra comportamentos considerados irresponsáveis por parte das forças de segurança pública. A situação revela não só um problema interno nas práticas policiais, mas também uma questão ampla sobre a necessidade de formação e fiscalização adequadas que garantam a segurança e o bem-estar tanto dos agentes quanto da população. As repercussões deste ato questionável seguem gerando discussões acaloradas sobre o uso de força e a responsabilidade das autoridades em garantir a integridade da sociedade.

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