O policial em questão, identificado como Thanack Hitler, ocupa o cargo de subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Piauí (BPChoque). A filmagem revela um comportamento pouco convencional: de forma aparentemente descontraída, o agente provoca a ação antes de utilizar o spray, afirmando aos colegas: “Vamos cheirar um gasinho aqui todo mundo, pra ver se dá certo aqui nessa segunda-feira”. Na sequência, ele dispara o produto repetidamente dentro da viatura, em um ato que levanta questionamentos sérios sobre a prudência e a responsabilidade no uso de agentes químicos por parte de autoridades policiais.
O spray de pimenta, conhecido por seus efeitos lacrimogêneos, é amplamente empregado por forças de segurança para controle de distúrbios e contenção de possíveis ameaças. No entanto, especialistas em saúde e segurança pública alertam que o uso dessa substância em espaços confinados pode desencadear reações adversas graves. A inalação do spray provoca ardência intensa nos olhos, além de desencadear tosse, irritação das vias aéreas e, em casos mais severos, dificuldades respiratórias. Esses riscos não apenas comprometem a saúde dos policiais envolvidos, mas também levantam uma severa crítica em relação à ética e à legalidade de tais condutas dentro das forças de segurança.
O episódio gerou um clamor nas redes sociais, em que diversas vozes se manifestam contra comportamentos considerados irresponsáveis por parte das forças de segurança pública. A situação revela não só um problema interno nas práticas policiais, mas também uma questão ampla sobre a necessidade de formação e fiscalização adequadas que garantam a segurança e o bem-estar tanto dos agentes quanto da população. As repercussões deste ato questionável seguem gerando discussões acaloradas sobre o uso de força e a responsabilidade das autoridades em garantir a integridade da sociedade.






