Policial civil tenta depositar R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo em banco e é investigado por lavagem de dinheiro com ligação ao PCC.

O caso do policial civil Rogério de Almeida Felício, conhecido como Rogerinho, tem ganhado destaque na imprensa após tentar fazer um depósito de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo em um banco, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro e acionou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O relatório final das investigações, baseadas na delação premiada do empresário Vinícius Gritzbach, aponta o envolvimento de Rogerinho e outros 13 investigados com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações se iniciaram a partir das extorsões alegadas pelo empresário, que teria sido vítima de policiais civis e um delegado.

Rogerinho é apontado pela Polícia Federal (PF) por crimes como peculato, corrupção, associação criminosa, extorsão e lavagem de dinheiro. O policial possui um patrimônio milionário, incluindo um condomínio de casas no litoral sul de São Paulo e participação em uma empreiteira. Sua ostentação de luxo nas redes sociais também chamou a atenção das autoridades.

Transações suspeitas, envolvendo valores milionários, estão sob investigação, com destaque para a construtora ligada a Rogerinho. Um episódio específico chamou a atenção, quando o policial tentou depositar R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo no banco para pagar um boleto bancário, mas teve a transação negada devido às suspeitas levantadas.

Além disso, Rogerinho é companheiro de Danielle Bezerra dos Dantos, viúva de um ex-gerente do PCC, o que levou a PF a descobrir mensagens que indicam a cobrança de dívidas antigas ligadas ao crime organizado. A participação de Danielle na distribuição de recursos ilícitos, juntamente com Rogerinho, revela um esquema complexo de lavagem de dinheiro e corrupção policial.

As investigações prosseguem e novos detalhes do envolvimento de Rogerinho e seus associados com o PCC e atividades ilícitas vêm à tona. A Polícia Federal continua a rastrear as movimentações financeiras suspeitas e a análise das provas colhidas até o momento aponta para um esquema criminoso elaborado e de grande escala. Enquanto isso, a sociedade aguarda por justiça e transparência nas investigações desse caso que chocou o país.

Sair da versão mobile