A cena do velório de Marcelo é marcada por profunda tristeza. A esposa dele, Carol, permanece ao lado do caixão, sendo amparada por amigos em meio ao luto. O casal deixou um filho, Victor Almeida, que está sob a responsabilidade de Lúcia da Silva Almeida, mãe do menino de apenas 8 anos. Emocionada, Lúcia expressou o impacto que a tragédia causou na vida da criança, que tem feito perguntas angustiantes sobre a perda do pai.
Ela lamenta a dificuldade em explicar ao filho, que aspirava ser um trabalhador mas demonstrou medo de sair para a rua, sobre como a segurança, que deveria proteger, tirou a vida de seu pai. O pequeno Victor, na inocência da infância, trouxe à tona o relato sobre o que viu no dia fatídico: “Na bolsa do meu pai tinha ferramenta e prego,” disse ele, refletindo a incompreensão que envolve o incidente.
O lamento familiar se entrelaça com a indignação da comunidade, onde Inaldo Vicente da Silva, irmão de Marcelo, ressaltou que moradores impediram a alteração da cena do crime, destacando a fúria e a impotência diante do que ele considera uma execução. De acordo com Inaldo, Marcelo saiu para mais um dia de trabalho e se tornou uma vítima de uma confusão trágica, sendo alvo de uma ação policial sem justificativa, já que não havia operação em curso no momento dos disparos.
Os desdobramentos legais já estão em andamento. A polícia investiga a situação e está revisando imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos no caso. Os policiais do 7º BPM (Alcântara) foram afastados, e a situação agora está sendo analisada pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. A Polícia Militar, em nota, se comprometeu a colaborar com as investigações, reforçando o compromisso com uma apuração transparente sobre os fatos.
A coleta de evidências, incluindo a régua de pedreiro e um tripé que estavam com as vítimas, segue como parte do esforço para esclarecer as circunstâncias do incidente que devastou a vida de duas famílias e deixou uma comunidade em luto e revolta.





