O estado de greve havia se tornado uma medida necessária devido à inércia do governo em relação à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, conhecido como Funcoc. Este fundo é uma das principais demandas dos policiais federais, cuja criação visa garantir recursos para o enfrentamento de crimes estruturantes que ameaçam a segurança pública no país. A Fenapef acredita que a nova Medida Provisória representa um passo significativo neste processo, ao menos em parte.
Conforme informações divulgadas pela federação, a nova MP traz novidades importantes para o sistema de segurança pública, ampliando as fontes de receita do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). Entre as inovações, destacam-se a captação de recursos provenientes de apostas de quota fixa, além de transferências e doações. Esse movimento é visto como essencial para garantir a operacionalidade da instituição e a valorização dos policiais federais.
Adicionalmente, a MP prevê um reforço orçamentário de até R$ 200 milhões para o ano de 2026, permitindo que verbas possam ser alocadas para a saúde e bem-estar dos servidores, incluindo membros da Polícia Penal Federal. Outra proposta relevante é a possibilidade de criação de mecanismos de retribuição por atividades extraordinárias, o que pode beneficiar os agentes em situações de emergência.
Entretanto, a Fenapef é cautelosa e, embora celebre os avanços, mantém-se em estado de atenção. Aista, os representantes da categoria continuarão a monitorar os desdobramentos da medida e a cobrar do governo ações efetivas que garantam a valorização e os direitos dos policiais federais, para que suas demandas sejam atendidas de forma integral e que as condições de trabalho melhorem significativamente.
