Policiais Penais decidem não realizam greve após publicação de medida provisória que fortalece combate ao crime organizado e promete recursos para Segurança Pública

 

Na manhã desta terça-feira, 7 de abril, a Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FenaPPF) que não entrarão em estado de greve que havia sido aprovado em assembleia na semana anterior. Essa decisão ocorre após a publicação da Medida Provisória nº 1.348/2026, que foi divulgada pelo governo federal no dia anterior, 6 de abril. A MP se propõe a fortalecer as estratégias de combate ao crime organizado no Brasil e vem acompanhada de um sentimento de esperança por parte da federação, que vê nela avanços nas negociações com o governo.

A ideia de uma greve veio devido à inércia do governo em relação à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, conhecido como Funcoc. Este fundo é uma das principais demandas dos policiais federais, cuja criação visa garantir recursos para o enfrentamento de crimes estruturantes que ameaçam a segurança pública no país. A FenaPPF acredita que a nova Medida Provisória representa um passo significativo neste processo, ao menos em parte.

Conforme informações divulgadas pela federação, a nova MP traz novidades importantes para o sistema de segurança pública, ampliando as fontes de receita do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Penal Federal (FenaPPF). Entre as inovações, destacam-se a captação de recursos provenientes de apostas de quota fixa, além de transferências e doações. Esse movimento é visto como essencial para garantir a operacionalidade da instituição e a valorização dos policiais federais.

Adicionalmente, a MP prevê um reforço orçamentário de até R$ 200 milhões para o ano de 2026, permitindo que verbas possam ser alocadas para a saúde e bem-estar dos servidores, incluindo membros da Polícia Penal Federal. Outra proposta relevante é a possibilidade de criação de mecanismos de retribuição por atividades extraordinárias, o que pode beneficiar os agentes em situações de emergência.

Entretanto, a FenaPPF é cautelosa e, embora celebre os avanços, mantém-se em estado de atenção. Aista, os representantes da categoria continuarão a monitorar os desdobramentos da medida e a cobrar do governo ações efetivas que garantam a valorização e os direitos dos policiais federais, para que suas demandas sejam atendidas de forma integral e que as condições de trabalho melhorem significativamente.

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