De acordo com informações apuradas, os policiais mantêm vigilância na parte externa da residência, sem acesso às áreas internas do imóvel. A equipe divide-se entre a frente e os fundos da casa, onde também estão presentes agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção de ex-presidentes. É nesse cenário que dois cães, conhecidos popularmente como “vira-latas caramelos”, circulam à vontade pelo espaço e têm mostrado um comportamento agressivo, tendo atacado policiais pelo menos em duas ocasiões diferentes, aumentando, assim, o nível de alerta das autoridades na área.
Os desafios dessa operação vão além da segurança animal. O efetivo não conta com a infraestrutura necessária para longas permanências, já que há apenas um banheiro na parte de trás da residência, utilizado de maneira restrita. Muitos policiais têm que se acomodar em áreas expostas, como a garagem, enfrentando o clima e a falta de condições adequadas para descanso. Um dos policiais ouviu comenta que a situação é “bem complicada”, evidenciando assim as limitações enfrentadas diariamente.
A vigilância sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro envolve obrigações rigorosas, que requerem presença contínua dos policiais. Entre essas obrigações, está o comparecimento periódico ao tenente designado e a apresentação a um chefe de equipe em horários específicos, representando um trabalho que exige atenção e dedicação constantes.
Desde sua prisão domiciliar em 27 de março, após receber alta hospitalar, Bolsonaro tem passado por uma série de restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele deve cumprir regras que incluem a proibição do uso de celular e do recebimento de visitas, medidas que visam “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Com ele, na residência, estão sua esposa, Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia, tornando a situação ainda mais complexa. A condenação de Bolsonaro, proferida em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF, que resultou em uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe para permanecer no poder, acrescenta um contexto de tensão a essa operação de vigilância e monitoramento.







