A operação é um desdobramento da chamada Operação “Ás de Ouros 3”, iniciada em 2024, que já havia visado membros dessa mesma organização criminosa. Em uma ação anterior, em janeiro deste ano, as autoridades conseguiram prender um ex-policial militar, também envolvido em atividades ilícitas que incluem, entre outros crimes, a morte do contraventor Alcebíades Paes Garcia, conhecido como “Bid”. As investigações atuais revelam que a organização é responsável não apenas pela exploração do jogo do bicho, mas também por atos violentos, incluindo homicídios e disputas territoriais acirradas.
Um caso emblemático relacionado a essa complexa rede criminosa é o assassinato do advogado Carlos Daniel, ocorrido em 2022. Ele foi alvo da organização por ter orientado um desafeto de Allan Diego Magalhães Aguiar, um dos braços financeiros do grupo. Este ato desencadeou uma série de retaliações que exemplificam a brutalidade das disputas internas entre facções.
Bernardo Bello, figura central da organização, vive uma vida marcada por luxo e crime. Com vínculos familiares que ampliam sua influência, ele é acusado de orquestrar diversos assassinatos, incluindo o de seu rival Bid. As investigações também levantaram questões sobre o patrimônio do contraventor, que inclui bens de alto valor, como mansões em áreas nobres do Rio de Janeiro.
Além disso, Bello não é só um alvo, mas também se posiciona como vítima em suas narrativas, acusando rivais como Rogério de Andrade de querer eliminá-lo. A disputa entre essas facções, que envolve o controle do jogo do bicho e a exploração de máquinas de caça-níqueis, continua a alimentar um ciclo de violência que aflige a cidade.
Assim, essa prisão é uma peça importante no quebra-cabeça da luta contra a criminalidade organizada na região e destaca o comprometimento das autoridades em desmantelar essas redes que perpetuam a violência e a corrupção.
