De acordo com documentos do processo, Marcello residia a apenas 700 metros da vítima, em claro desrespeito às restrições impostas pela Justiça de Alagoas, que incluíam um raio de exclusão. Entre as inúmeras violações, 26 foram classificadas como extremamente graves, com o empresário chegando a estar a menos de 100 metros de distância da ex-namorada. Além disso, Marcello não cooperou com a manutenção da tornozeleira eletrônica e ignorou contatos do Centro de Monitoração.
A defesa do acusado apontou falhas técnicas no monitoramento, mas o juiz considerou insuficiente esse argumento para que ele permanecesse em liberdade. O caso remonta a um episódio no qual Marcello teria incendiado o apartamento da ex-parceira no bairro da Ponta Verde, em Maceió, motivado por controlar suas ações.
A investigação liderada pela delegada Ana Luíza Nogueira, responsável pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), também levanta suspeitas de que Marcello tenha praticado violência psicológica contra sua ex-namorada, incluindo episódios de destruição de propriedade e agressões verbais. O desdobramento do caso chama atenção para a importância da efetividade das medidas protetivas e do enfrentamento dos casos de violência doméstica.
