Hugo Motta defendeu que o empréstimo é legal e está sendo devidamente pago pela empresa de sua cunhada, que, por sua vez, é responsável pelos negócios do sogro do presidente da Câmara. Em uma nova revelação, Motta admitiu durante o depoimento à polícia que viajou para Portugal em um jato de Vorcaro, a convite do senador Ciro Nogueira. Além disso, as diárias de seu hotel em Lisboa foram pagas pelo banqueiro, o que levanta questionamentos sobre as relações entre os dois.
A Polícia Federal apontou que Vorcaro custeou cinco dias de hospedagem tanto para Motta quanto para Ciro Nogueira, embora Motta tenha afirmado que ficou apenas duas noites, sem custos. O valor das diárias era considerável, somando cerca de R$ 90 mil, levando em conta a cotação da época, onde cada diária custava aproximadamente R$ 18 mil.
Pessoas próximas a Vorcaro alegam que o banqueiro acredita que suas ações se deram dentro das normas legais tanto em termos financeiros quanto políticos. Ele se vê como alvo de ataque por parte de concorrentes que tentam prejudicá-lo. Além do empréstimo e da viagem, outros atos de Vorcaro, como financiar um filme sobre Jair Bolsonaro e cobrir despesas de Ciro Nogueira, são considerados por ele como legítimos e não imorais. Essa situação continua a suscitar debates sobre a ética nas interações entre o setor público e o privado, à medida que as investigações avançam.
