Polícia Federal Revela Estrutura Criminosa de Intimidação e Vigilância Ligada a Ex-Banqueiro, Com Atiradores e Conexões Ilícitas

Investigação Revela Estrutura Criminosa Envolvendo Ameaças e Intimidações a Favor de Ex-Banqueiro

A Polícia Federal (PF) desvendou um complexo esquema de intimidação e vigilância que opera sob a alcunha de “A Turma”, uma organização clandestina ligada diretamente ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua família. Este grupo é descrito como um conglomerado que inclui atiradores de elite, policiais federais e indivíduos com perfis paramilitares, todos dispostos a usar táticas ilícitas para proteger interesses e intimidar adversários.

As investigações, que emergiram do chamado caso Master, revelam um funcionamento metódico do grupo, caracterizado por carros blindados, armamento pesado e comunicações realizadas com celulares registrados no exterior, o que dificultava o rastreamento por parte das autoridades. A estrutura, conforme relatado, era dirigida por Vorcaro em parceria com seu pai, Henrique Vorcaro, e tinha como gerenciador Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

Documentos divulgados recentemente pelo STF indicam que mesmo após o início de operações policiais em 2025 e 2026, Henrique Vorcaro continuou a contratar os serviços dessa organização. A PF documentou várias interações que demonstram a continuidade das atividades ilícitas em prol dos interesses da família Vorcaro.

Um episódio particular revela um encontro orquestrado por Manoel Mendes Rodrigues, um dos líderes do grupo no Rio de Janeiro, onde visitantes foram intimidados por homens armados e em veículos blindados. Em transcrição de conversas, Manoel expressou a certeza de que a segurança estava sob controle, embora um dos convidados tenha ficado em estado de choque, comparando a situação a um ambiente de guerra.

A atuação do grupo se estendeu a ameaças diretas a indivíduos como o chef de cozinha Leandro Garcia, que, neste cenário, foi abordado por Manoel e um comparsa. O sequestro de informações pessoais de Garcia foi uma das tarefas explícitas do grupo, sugerindo um clima de terror visando controlar qualquer possível informação que pudesse ser usada contra Vorcaro.

Além disso, os diálogos revelam que a organização utilizava meios para se esquivar da detecção, como linhas internacionais e criptografia em suas comunicações, uma estratégia claramente planejada para evitar a interceptação pelas autoridades. O uso de armamento pesado e as reuniões secretas entre os membros da “Turma” só reforçam a seriedade das acusações.

As descobertas também incluem planos para emboscadas, com o grupo sendo pago por Vorcaro para intimidar adversários, como demonstrado em conversas onde um ataque envolvendo drogas contra um ex-jogador da NBA foi cogitado. Esses ardis revelam não apenas a extensão das atividades ilícitas de “A Turma”, mas também seu papel na manutenção da influência e dos interesses de Daniel Vorcaro.

A PF prossegue com as investigações, e novos desdobramentos são aguardados com expectativa pela sociedade, que se vê mais uma vez dentro de um caso emblemático de crime organizado envolvendo figuras de destaque.

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