Reestruturação na Receita Estadual Após Operação da Polícia Federal
A recente operação da Polícia Federal, que revelou um suposto esquema de favorecimento à refinaria Refit durante a administração anterior, trouxe à tona uma necessidade urgente de reestruturação na Secretaria de Estado de Fazenda. Na quarta-feira, um total de 40 exonerações de cargos de comando, que incluíram superintendências e auditorias fiscais tanto especializadas quanto regionais, foram oficialmente publicadas no Diário Oficial do Estado. Esta reestruturação marca o início de um processo mais profundo de investigação e correção de irregularidades.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, o objetivo primordial dessa reestruturação é garantir uma apuração rigorosa sobre os fatos relacionados ao suposto esquema, responsabilizando os indivíduos que possam ter se envolvido em práticas irregulares. Para preservar o sigilo fiscal e a integridade do processo, os servidores que estão sendo investigados foram afastados de suas funções, com seus acessos a sistemas e bancos de dados imediatamente cancelados. O computador utilizado pelo ex-secretário de Fazenda também foi reservado para que as autoridades realizem uma análise aprofundada durante as investigações.
Entre as ações já implementadas, destaca-se a abertura de uma correção extraordinária em auditorias especializadas de combustíveis, bem como uma fiscalização específica para verificar possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais à Refit. A Secretaria da Fazenda também planejou fiscalizações direcionadas a todas as empresas mencionadas em relatórios da Polícia Federal, com a promessa de que novas medidas e ações adicionais serão divulgadas nos próximos dias.
A reestruturação não se limita à exoneração de cargos. Na segunda-feira, novos nomes foram designados para o comando de áreas estratégicas da Secretaria. O auditor fiscal Lucas Salvetti, que traz consigo uma vasta experiência no combate a fraudes estruturadas, foi nomeado como chefe de Gabinete. A Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação passa a ser novamente liderada pelo auditor Gabriel Blum, que já ocupou esse cargo entre 2020 e 2025. Essa área é crucial, pois é responsável pela proteção do sigilo fiscal, uma tarefa que, por lei, deve ser realizada exclusivamente por auditores fiscais.
Essas movimentações visam não apenas a reestruturação interna, mas também o fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização da receita estadual, em um contexto em que a transparência e a responsabilidade fiscal são mais do que necessárias.
