A medida ocorre em meio a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o Brasil adotaria o princípio da reciprocidade caso fosse comprovado que o governo do ex-presidente Donald Trump agiu de forma abusiva ao expulsar o delegado Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos. Este último, representando a PF, teve um papel crucial, uma vez que suas investigações levaram à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, que estava em território americano.
Com um tom sério, Andrei Rodrigues enfatizou: “Eu retirei com pesar as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”. Essa afirmativa ilustra a preocupação do governo brasileiro em equilibrar as relações diplomáticas, visando um tratamento justo e respeitoso entre as nações.
Rodrigues também esclareceu que, até o momento, o governo brasileiro não recebeu uma comunicação formal sobre os motivos que justificaram a expulsão do delegado brasileiro. Ele destacou que Marcelo Ivo de Carvalho retornou ao Brasil a seu pedido, ressaltando a necessidade de esclarecer a situação. “Ele voltou por determinação minha, na razão desse episódio, para que possamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE, seja onde for”, afirmou.
O diretor-geral deixou claro que não há intenção de expulsar qualquer cidadão americano do Brasil. Destacou que o Itamaraty está à frente das tratativas diplomáticas relacionadas ao caso e que essas negociações envolvem conversas e reuniões. Rodrigues reiterou a importância de que haja uma formalização por parte dos Estados Unidos para que os procedimentos necessários possam ser realizados, concluiu reafirmando a necessidade de um entendimento mútuo para resolver a situação.
