Polícia Federal não confirma pagamento a jornalista por matérias sobre Flávio Dino, e investigações seguem sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal (PF) entregou um relatório ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revela a dificuldade em comprovar um suposto pagamento de R$ 100 mil ao jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. Esse valor seria, segundo algumas alegações, destinado a garantir a publicação de matérias desfavoráveis ao ministro Flávio Dino, integrante da mesma Corte.

De acordo com informações amplamente divulgadas, as investigações da PF incluíram a análise do celular de Luís Pablo, que foi apreendido em março a partir de uma determinação de Moraes. O relatório, assinado em maio, enfatiza que a investigação requer uma análise aprofundada do aparelho e suas mídias. Os peritos destacaram que “não é cabível apontar com máxima certeza que a quantia mencionada se refere a um pagamento relacionado a matérias jornalísticas ou ao recebimento de valores por assuntos dessa natureza”. A conclusão é que mais diligências são necessárias para esclarecer a origem e a destinação dos valores.

Em uma análise posterior, realizada em julho, os investigadores indicaram que o pagamento teria sido feito por um informante do jornalista a uma terceira pessoa, que posteriormente utilizou esses recursos para quitar um imóvel pertencente a Luís Pablo. As apurações estão focadas em verificar se o repórter atuou de maneira política ao publicar matérias que investigavam o uso indevido de veículos oficiais por Flávio Dino, que foi governador do Maranhão por sete anos.

Recentemente, Moraes, com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), determinou a execução de uma nova operação de busca e apreensão, com alvos que incluem Raimundo Cutrim, ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, atualmente sob a gestão de Carlos Brandão, que está em desacordo político com Dino. Após essa ação, o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou que a decisão sobre a operação será revisada pelo plenário da Corte, ressaltando a importância dos direitos conferidos pela Constituição de 1988 e o compromisso da Suprema Corte em garantir essas prerrogativas a todos os cidadãos.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo