Após a denúncia do MPF em relação ao tráfico de entorpecentes, a PF direcionou seus esforços para investigar a possível lavagem de dinheiro realizada pelo grupo de Agati. A suspeita recai sobre o uso de casas de apostas e cassinos virtuais, conhecidos como bets, para ocultar a origem ilícita dos valores provenientes do tráfico internacional de drogas. Tharek Mourad Mourad, apontado pela PF como principal operador financeiro da organização criminosa nesse contexto, é citado como o responsável por coordenar os pagamentos derivados das remessas de cocaína para o exterior.
Agati e Mourad são apontados como sócios em diversas empresas que teriam sido utilizadas para dissimular a origem e a movimentação dos recursos provenientes do tráfico de drogas, dificultando sua identificação e rastreamento. Essa complexa estrutura de lavagem de dinheiro envolve diversas pessoas jurídicas de fachada e uma rede de laranjas, conforme apurou o MPF.
Na defesa de Agati, seu advogado Eduardo Maurício afirma veementemente a inocência do cliente, ressaltando que ele não cometeu nenhum crime relacionado às apostas ou a qualquer outra atividade ilícita. Segundo Maurício, Agati é um empresário respeitável em diversos setores legais de negócios e estaria sendo alvo de uma investigação ilegal e abusiva.
Diante dessas revelações, a investigação da PF promete trazer à tona mais detalhes sobre esse intricado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o tráfico internacional de drogas e as apostas, revelando os meandros obscuros da criminalidade organizada.







