Motta defendeu a legalidade do empréstimo, destacando que a empresa em questão possui lastro financeiro e que o Banco Master está operando em conformidade com as normas regulatórias. Ele afirmou: “O empréstimo é legal, feito por uma empresa que tem lastro. […] Empréstimo tem critério para ser liberado, e a instituição dele estava legal.” O parlamentar também sublinhou que suas considerações seriam baseadas nas apurações da mídia, não se sentindo obrigado a dar declarações que pudessem ser interpretadas como confirmação do pedido.
Em uma nova reviravolta, Motta admitiu à Polícia Federal que aceitou um convite para viajar a Portugal em um jato particular de Vorcaro, que teria sido estendido pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Relatou ainda que o banco também arcou com as despesas de sua estadia em um hotel de luxo em Lisboa. Embora a Polícia Federal tenha informado que o custo da hospedagem para a dupla foi de cerca de R$ 90 mil por cinco dias, Motta rebateu, alegando que sua estadia na acomodações pagas pelo banqueiro ficou restrita a apenas duas noites.
Esse incidente levanta questões pertinentes sobre as interações entre o setor bancário e a política, uma vez que a fonte das despesas de viagens e acomodações, mesmo que legais, pode ser considerada um ponto de controvérsia no que diz respeito à ética pública. Pessoas próximas a Vorcaro têm defendido que ele agiu dentro das normas financeiras e políticas, alegando que adversários empresariais estariam tentando desacreditá-lo. Para o banqueiro, práticas como financiar projetos culturais ou pagar por viagens não são vistas como comportamentos imorais.
Essas revelações possam acirrar debates sobre a linha tênue entre a atividade política e os interesses empresariais, e as implicações dessa relação no cenário atual.





