O senador alegou que os valores encontrados são frutos de diárias não utilizadas durante viagens oficiais e de moeda estrangeira adquirida para suas deslocações ao exterior. A fiscalização se concentrará na numeração das cédulas, que pode revelar informações como o ano de emissão e os lotes de impressão das notas. A PF planeja estabelecer um comparativo entre essas informações e os registros de saques feitos por Wagner durante suas viagens oficiais.
A apreensão ocorreu em uma operação que aconteceu na quinta-feira, durante a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo o Banco Master. A autorização para a operação veio do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou Wagner como um dos principais beneficiários de supostas vantagens concedidas por membros do banco em troca de ações parlamentares favoráveis à instituição.
Entre os benefícios reportados pela PF está o custo de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões, além do uso de aeronaves particulares e ingressos para eventos em outros países. Apesar das alegações de favorecimento, Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que “não é réu nem foi denunciado”.
Em uma entrevista, o senador esclareceu que os valores apreendidos são resultado de diárias acumuladas ao longo dos anos, além de moeda comprada por ele para serviços internacionais. Ele reforçou que essas verbas estão guardadas de maneira regular, afirmando que possui provas da origem legítima do dinheiro, incluindo notas com timbre do Senado.
A assessoria do senador também divulgou uma nota reiterando que os recursos encontrados são legais e que ele não esconde nada, mas não detalhou a origem específica de cada valor. Além disso, informações disponíveis no Portal da Transparência do Senado indicam que as diárias recebidas por Wagner foram pagas de acordo com o que estabelece a legislação, sendo essas verbas destinadas a cobrir despesas com hospedagem e alimentação durante as viagens oficiais.





