A operação, que envolve o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, se estende por Cajamar, Boituva e a capital paulista. Além disso, a Justiça Federal determinou medidas cautelares que incluem o afastamento de funções públicas e o bloqueio de bens de indivíduos vinculados a essas operações financeiras, todas autorizadas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
As investigações revelam que as aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência ocorreram em desacordo com os critérios legais necessários para a obtenção de recursos desse tipo. Analistas prescrevem que a autorização dada para tais investimentos pode ter desrespeitado normativas que regulam a administração de fundos de previdência.
A cronologia das aplicações financeiras indica que os investimentos no Banco Master tiveram início no final de 2023. No dia 25 de outubro daquele ano, houve uma deliberação para a compra de até R$ 35 milhões em Letras Financeiras. Mais tarde, em 5 de dezembro, novos recursos foram aprovados, totalizando R$ 25 milhões, com a utilização de fundos previamente resgatados da Caixa Econômica Federal para facilitar a movimentação. Um novo aporte foi registrado em março de 2024, no valor de R$ 27 milhões. Além de Cajamar, outros municípios estão sendo investigados por operações similares com o Banco Master.
O desdobramento da operação Off-Balance promete ser um importante marco na vigilância das finanças públicas e na responsabilização de gestores na administração de recursos previdenciários. A expectativa agora recai sobre os próximos passos da investigação e as repercussões legais que poderão surgir, bem como o posicionamento das instituições bancárias envolvidas e da Prefeitura de Cajamar.





