Essas práticas, segundo os investigadores, permitiram uma captação de recursos mais facilitada e com rendimentos considerados acima do padrão. No contexto da Operação Miragem, a PF está apurando possíveis fraudes que envolvem o Sistema Financeiro Nacional, já tendo cumprido mandados de busca e apreensão. Os valores envolvidos nas operações podem chegar a até R$ 670 milhões.
Além disso, a investigação também se concentra em aplicações do Banco Digimais em fundos estruturalmente complexos, muitos dos quais não passaram por auditorias completas. Os dados indicam que o banco adquiriu cotas de fundos recém-criados que mostraram uma valorização rápida, levantando suspeitas que exigem uma análise detalhada, uma vez que essas estruturas não possuem demonstrações financeiras auditadas.
Um dos pontos centrais da investigação é a suspeita de que os responsáveis pelo banco teriam adulterado balanços e registros contábeis, ocultando a real situação financeira da instituição. A PF está apurando crimes como gestão fraudulenta, manipulação de dados financeiros e a realização de operações de crédito proibidas, configurando, assim, delitos que atacam a integridade do sistema financeiro nacional.
Os alvos da operação incluem nomes de relevância na estrutura do banco, como João Luiz Urbaneja, ex-presidente do conselho de administração, e Thiago Rodrigues Urbaneja, ex-diretor-presidente. Além deles, outros executivos e ligados a fundos e empresas associadas ao banco foram identificados para busca e apreensão de documentos, bem como quebra de sigilo. A investigação busca esclarecer a extensão dessas práticas e sua relação com os mecanismos de regulação do sistema financeiro. A investigação está em andamento e a PF procura contatar os advogados dos envolvidos, enquanto realiza análises detalhadas sobre as operações do banco.





