Polícia Federal investiga ex-governador Cláudio Castro por suspeitas de fraude em licenças ambientais e lavagem de dinheiro em nova fase da Operação Sem Refino.

Na última sexta-feira, a Polícia Federal intensificou suas investigações envolvendo imóveis do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, concorrendo com novos desdobramentos que incluem suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes na concessão de licenças ambientais. Entre os locais alvo da operação estão uma luxuosa cobertura situada no condomínio Península, na Barra da Tijuca, e uma requintada casa em um condomínio na Fazenda Inglesa, em Petrópolis, na Região Serrana do estado.

A cobertura em questão, que ocupa uma posição privilegiada na Barra, é estimada em mais de R$ 4 milhões e apresenta características marcantes, como piscina e uma extensa área de lazer. Apesar das alegações de que o imóvel é alugado, a defesa de Castro não confirma a abrangência dos gastos que envolvem sua moradia atual. Em Petrópolis, embora a defesa insista que a casa não possui mais vínculos com o ex-governador, documentos ligam o imóvel a um empresário que está sob investigação da PF.

A atual análise da Polícia Federal está centrada nas relações entre a administração de Castro e a Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, como parte da nova fase da Operação Sem Refino. Na última sexta, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, fruto de um pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A operação apura frequentemente a concessão de licenças ambientais, além de possíveis favorecimentos em contratos com empresários.

As suspeitas em torno da Refit são graves. A empresa buscava obter uma Licença de Operação de Regularização, que seria crucial para a legitimação de suas atividades, que já operavam de forma irregular. Inicialmente, essa licença não foi concedida na gestão anterior, mas acabou sendo liberada quando Bernardo Rossi assumiu a pasta, em um processo que levanta questionamentos sobre as relações de favorecimento.

Enquanto a defesa de Cláudio Castro nega qualquer ilegalidade, afirmando que todas as ações durante sua gestão foram pautadas por princípios técnicos e legais, o contexto das investigações deixa transparecer um cenário de complexidade e interconexões questionáveis entre política e interesses privados. Castro, que declarou bens na ordem de cerca de R$ 194 mil, ainda está sob a lente atenta das autoridades, que buscam delinear a extensão das relações entre o ex-governador e os negócios em torno da Refit.

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