Polícia Federal Investiga Corrupção Eleitoral e Apreende Materiais Ilícitos na Região do Cariri, Ceará, Durante Operação Contra Irregularidades em Campanha Política.

Na manhã desta quinta-feira, 8 de janeiro, a Polícia Federal (PF) deu início a uma operação chamada Propositum Sine Filtrum, voltada para investigar possíveis casos de corrupção eleitoral e uso indevido de recursos de campanha em um município da região do Cariri, no Ceará. As apurações estão centradas em indícios de que foram realizados pagamentos ilegais para assegurar a presença de pessoas, incluindo menores de idade, em eventos políticos durante o período eleitoral.

Segundo informações coletadas pela PF, a investigação revelou a realização de transferências bancárias e repasses por meio de Pix a jovens que, supostamente, receberam valores como incentivo para participar de atividades de campanha. A força-tarefa encontrou evidências de que esses pagamentos ocorreram de maneira recorrente, acompanhados de mensagens que indicavam uma orientação explícita para a concessão de benefícios financeiros aos participantes.

Para avançar nas investigações, os agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo residências e veículos, além de realizarem buscas pessoais. As ordens judiciais foram emitidas pela 70ª Zona Eleitoral de Brejo Santo, resultando na coleta de documentos relevantes, registros financeiros e prestações de contas de campanha, que agora passarão por análise técnica minuciosa.

Durante a execução da operação, uma descoberta alarmante foi feita: os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos que continham imagens relacionadas a abuso sexual de crianças e adolescentes. Por conta desse material perturbador, um dos indivíduos investigados foi detido em flagrante sob a acusação de posse e armazenamento de conteúdo ilícito, sendo os equipamentos encaminhados para perícia a fim de aprofundar as investigações.

De acordo com a PF, os indivíduos implicados poderão enfrentar severas consequências legais, podendo responder pelos crimes previstos nos artigos 299 e 350 do Código Eleitoral, que abordam corrupção eleitoral e falsidade ideológica para fins eleitorais. A operação evidencia a determinação das autoridades em combater irregularidades no processo eleitoral e proteger os direitos dos menores envolvidos.

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