Polícia Federal faz perícia com scanner e drone no Museu Nacional

Peritos de criminalística da Polícia Federal começaram, na manhã desta quarta-feira, a escanear o prédio do Museu Nacional, destruído por um incêndio devastador na noite de domingo. Foram instalados sete tripés com bolas de isopor nas pontas que servirão como pontos de referência para as fotos que estão sendo tiradas pelo scanner para fazer o trabalho que não tem hora para terminar. Um drone da PF auxilia o trabalho dos peritos. O scanner foi instalada inicialmente na parte da frente do patrimônio histórico.

Também começaram os trabalhos de técnicos de uma empreiteira para avaliar os estragos e estudar uma forma de recomeçar o trabalho de restauração, diz o Extra.

Como exemplo do poder de destruição do incêndio, as vigas de metal que sustentavam parte da coleção de etnologia, no terceiro pavimento, simplesmente amoleceram e definharam como se fossem equipamentos dobráveis. Pelas janelas da parte frontal do Museu Nacional dá para ver as vigas retorcidas.

— Conversei com o filho do curador que mantém a coleção etnológica que disse que o seu pai está arrasado, que mais da metade de sua vida foi embora. O que tinha ali sobre as as vigas retorcidas eram milhares de itens da reserva técnica. As chamas foram tão intensas que os bombeiros calcularam em 800 graus a temperatura no interior do prédio no momento do incêndio. Mas do lado de fora dá para ver muito armário retorcido mas também armários inteiros. Centenas deles foram avistados. E eles contém coleção de reservas — comentou o biólogo Eduardo Barros, chefe do núcleo de preservação ambiental do Museu Nacional.

Ele disse também que estão preservados dentro de seu núcleo o Jardim das princesas por onde entravam as carruagens Horto Botânico na estação biológica de Santa Lúcia no Espírito Santo, no município de Santa Teresa, uma área com 440 hectares, mais ou menos o tamanho da floresta da Tijuca, de Mata Atlântica preservada.

O trabalho de reconstrução do Museu Nacional conta com a ajuda de vários voluntários, entre eles, Ricarte Gomez, arquiteto que se aposentou há três meses. Ele foi chefe do escritório técnico do Museu Nacional, onde trabalhou durante 20 anos. Durante outros 18 anos, foi técnico administrativo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

— Estou aposentado, mas me senti na obrigação de vir aqui prestar ajuda no que for necessário. Tocar algum projeto, alguma execução de obra. Participei do projeto de restauração do museu que foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo BNDES e que incluía a instalação de uma brigada de incêndio e de outros esquemas de proteção contra incidente como esse — contou Ricarte Gomez.

05/09/2018

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