Durante a operação, que se concentrou em 12 unidades da Federação, os agentes fiscalizaram 32 postos. O resultado foi a emissão de cinco autos de infração, evidenciando que a situação do setor requer uma gestão mais rigorosa. Entre as principais irregularidades identificadas, destacam-se o defeito no termodensímetro, que é o equipamento responsável pela verificação da qualidade do etanol, além da falta de atualização cadastral dos estabelecimentos. Também foram observadas falhas nas válvulas de segurança das mangueiras de abastecimento e o uso de recipientes inadequados durante o abastecimento.
As fiscalizações foram realizadas em capitais de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Paraná, além do Distrito Federal, com união de esforços da PF, Procons e Senacon em uma abordagem integrada. Essa ação busca não apenas entender a dinâmica de preços no mercado, mas também identificar práticas que possam prejudicar o consumidor, como a combinação de preços entre concorrentes, que pode ferir as normas da concorrência saudável.
Autoridades já avisaram que, caso as irregularidades detectadas sejam confirmadas e consideradas graves, os responsáveis poderão ser processados por crimes vinculados à ordem econômica, tributária e às relações de consumo. Isso reforça a necessidade de uma atuação enérgica na regulação do setor, em um momento em que os consumidores enfrentam incertezas em relação aos preços dos combustíveis.
Essa operação evidencia um esforço contínuo das autoridades para garantir a transparência e a justiça no comércio de combustíveis no Brasil. A expectativa é de que, com as devidas correções e penalizações, o mercado se torne mais justo e acessível para os consumidores em todo o território nacional.






