Polícia Federal Desencadeia Nova Fase da Operação Overclean Focando Deputado Félix Mendonça em Esquema de Corrupção e Desvio de Emendas Parlamentares

A Polícia Federal (PF) deu início a uma nova fase da Operação Overclean, que tem como foco o deputado federal Félix Mendonça, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) da Bahia. Esta operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e visa desarticular um esquema de desvio de emendas parlamentares, além de investigar casos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Entres os mandados cumpridos pela PF, estava a busca no apartamento funcional do deputado em Brasília. Além disso, a determinação do STF inclui o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões que pertencem a indivíduos sob investigação, com o objetivo de evitar movimentações financeiras ilícitas e garantir que os recursos possam ser restituídos aos cofres públicos caso se prove a irregularidade.

De acordo com apurações, os envolvidos poderão responder por crimes graves, como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. A PF conduziu a operação com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, o que evidencia a complexidade e a abrangência das investigações.

Félix Mendonça já havia sido alvo de investigações similares na mesma operação em junho do ano anterior. Naqueles autos, a PF identificou a atuação de um grupo criminoso que liberava emendas para municípios baianos entre os anos de 2021 e 2024, mediante o pagamento de vantagens ilícitas e manipulação nas licitações. Um assessor do deputado foi mencionado como um dos operadores financeiros do esquema.

Em resposta a essa nova fase da operação, Mendonça expressou surpresa pela ação e reiterou a ausência de irregularidades na destinação das suas emendas, afirmando que sempre atuou dentro da legalidade. Apesar de sua defesa, o deputado admitiu que a operação poderia ser considerada uma “mancha” em sua trajetória política.

Vale ressaltar que fases anteriores da Operação Overclean já haviam levantado suspeitas quanto a desvios envolvendo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, onde foram encontrados indícios de direcionamento irregular de recursos, superfaturamentos e elaboração de contratos fraudulentos. A PF estima que o grupo investigado tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em operações ilegais.

O desenrolar da investigação poderá trazer novos desdobramentos, refletindo a situação crítica enfrentada pelo parlamentar. A sociedade aguarda com expectativa os próximos passos deste caso que levanta questões cruciais sobre a ética no exercício do cargo público e a utilização dos recursos destinados ao desenvolvimento de municípios.

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