Polícia Federal desarticula organização criminosa que movimentou R$ 400 milhões com exploração ilegal de cassiterita em garimpos clandestinos na Amazônia e Venezuela.

Na quinta-feira, 19 de fevereiro, a Polícia Federal desencadeou a Operação Trono de Ferro, visando desmantelar uma complexa organização criminosa acusada de explorar e comercializar cassiterita de maneira irregular. O mineral, extraído de garimpos clandestinos situados em diferentes regiões do Brasil e até em território venezuelano, movimentou cerca de R$ 400 milhões no mercado.

A investigação revelou que o grupo utilizava permissões de lavra garimpeira fraudulentas, além de notas fiscais falsificadas e empresas de fachada. Essa estratégia permitia “esquentar” o minério ilegal, disfarçando sua origem e permitindo que fosse negociado como se fosse de fonte legítima. O esquema criminoso, portanto, configurava uma série de crimes e fraudes que viabilizavam a inserção de cassiterita extraída de forma ilícita no mercado formal.

Durante a operação, foram cumpridos 35 mandados judiciais, que incluíram nove prisões preventivas e 26 ordens de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversas cidades do Brasil, incluindo Macapá, Boa Vista, Manaus, São Paulo, São João del-Rei e Joinville. Além disso, a Justiça Federal autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e ativos relacionados aos investigados.

O funcionamento da organização se baseava em uma rede de documentos e empresas que apresentavam uma fachada de legalidade, permitindo que a cassiterita extraída clandestinamente fosse inserida na economia formal. A atuação do grupo, segundo as autoridades, representa não apenas uma violação das leis ambientais e minerais, mas também um forte impacto econômico, uma vez que a venda de R$ 400 milhões em minério de origem ilegal afeta a concorrência e o mercado de mineração legítimo.

Os membros da organização podem enfrentar sérias acusações, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União. A Operação Trono de Ferro, portanto, marca um passo significativo no combate a práticas ilícitas que prejudicam o setor mineral e a integridade das leis no Brasil.

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