A investigação revelou que o grupo utilizava permissões de lavra garimpeira fraudulentas, além de notas fiscais falsificadas e empresas de fachada. Essa estratégia permitia “esquentar” o minério ilegal, disfarçando sua origem e permitindo que fosse negociado como se fosse de fonte legítima. O esquema criminoso, portanto, configurava uma série de crimes e fraudes que viabilizavam a inserção de cassiterita extraída de forma ilícita no mercado formal.
Durante a operação, foram cumpridos 35 mandados judiciais, que incluíram nove prisões preventivas e 26 ordens de busca e apreensão. As ações ocorreram em diversas cidades do Brasil, incluindo Macapá, Boa Vista, Manaus, São Paulo, São João del-Rei e Joinville. Além disso, a Justiça Federal autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e ativos relacionados aos investigados.
O funcionamento da organização se baseava em uma rede de documentos e empresas que apresentavam uma fachada de legalidade, permitindo que a cassiterita extraída clandestinamente fosse inserida na economia formal. A atuação do grupo, segundo as autoridades, representa não apenas uma violação das leis ambientais e minerais, mas também um forte impacto econômico, uma vez que a venda de R$ 400 milhões em minério de origem ilegal afeta a concorrência e o mercado de mineração legítimo.
Os membros da organização podem enfrentar sérias acusações, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União. A Operação Trono de Ferro, portanto, marca um passo significativo no combate a práticas ilícitas que prejudicam o setor mineral e a integridade das leis no Brasil.
