Durante a operação, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária, que atingiram estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Paraíba e Sergipe. As autoridades bloquearam bens e valores que totalizam cerca de R$ 951,1 milhões, incluindo a apreensão de um imóvel de alto padrão e veículos de luxo, cuja posse está sendo investigada. Além disso, os envolvidos foram proibidos de operar plataformas de apostas irregulares e as empresas vinculadas ao esquema tiveram suas atividades suspensas.
As investigações revelam um esquema complexo, no qual a organização criminosa contratava influenciadores digitais para promover sites de apostas de maneira difusa, visando aumentar a visibilidade desses serviços ilegais. Nas transações, os valores seriam canalizados através de empresas criadas especificamente para dificultar o rastreamento do patrimônio gerado, o que levanta preocupações sobre a viabilidade dessas operações dentro do marco legal.
Os suspeitos enfrentam diversas acusações, incluindo exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa e associação ao tráfico. Esta é a terceira ação coordenada pela PF ao longo do mês com foco em apostas online, demonstrando um esforço contínuo para desmantelar redes que atuam à margem da lei. A operação contou com o apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, o que enfatiza a seriedade da operação e a colaboração entre diferentes órgãos governamentais.
O desdobramento dessa operação ressalta não apenas a relevância da fiscalização sobre jogos de azar e apostas, mas também a conexão profunda que existem entre essas atividades e o crime organizado, representando um desafio constante para as autoridades. A polícia continua a investigar as origens e o fluxo de capital dessas operações, buscando eliminar as estruturas que viabilizam essas práticas ilícitas em território nacional.





