As investigações indicam que os recursos utilizados na construção do lago podem ter ligações com atividades ilícitas, incluindo apostas ilegais e tráfico internacional de drogas. O esquema, que também supostamente envolvia o faturamento dos shows do artista, sugere que a construção do lago teria como objetivo transformar dinheiro de origem duvidosa em “ativos físicos” de alto valor, como joias, veículos e outros bens de luxo.
A empresa responsável pela obra, a Genesis Ecossistemas, é uma das líderes no segmento de lagos ornamentais e piscinas de alto padrão, e a PF identificou transações significativas entre a produtora de Ryan e o fundador da empresa, totalizando R$ 960 mil entre março e setembro de 2024. Essa movimentação financeira é vista como uma estratégia de “dissimulação de patrimônio”, que utilizaria os lucros da carreira do artista para ocultar seus bens pessoais.
Quando a construção do lago foi finalizada, Ryan compartilhou nas redes sociais um vídeo no qual descreveu o lago como um presente para sua filha, Zoe, e se refere ao projeto como inspirado em uma obra similar na casa do jogador Neymar. Contudo, a construção de Neymar já havia gerado controvérsias, incluindo multas por questões ambientais.
A operação da PF, uma das mais abrangentes já realizadas, abrangeu diversas regiões do Brasil e resultou em mandados de busca e apreensão, além de diversas prisões temporárias. A ação foi desencadeada com a intenção de interromper atividades ilícitas e preservar ativos financeiros para reparação de danos futuros.
Os advogados dos envolvidos alegam que seus clientes são inocentes e que todas as transações realizadas por eles são legítimas, prometendo esclarecimentos adicionais nas instâncias judiciais competentes. As investigações continuam, e as repercussões jurídicas podem ser extensas, atingindo centenas de milhões de reais em movimentação financeira.







