As investigações realizadas pelas forças policiais revelaram que esse indivíduo era responsável pelo gerenciamento de rotas de tráfico, pela negociação com produtores de drogas e pela supervisão da qualidade dos entorpecentes que eram enviados para diversas comunidades no Rio de Janeiro, todos oriundos das operações de Beira-Mar. O modus operandi do suspeito era dividido em duas frentes principais. A primeira, com sede em Mogi das Cruzes, São Paulo, estabelecia conexões com o Centro-Sul do Brasil, estendendo-se até países como Paraguai, Colômbia e Bolívia. A segunda frente, operando em Cabrobó, era fundamental para o tráfego de cocaína para o Nordeste e de maconha para estados como Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará e, novamente, Rio de Janeiro.
O Polígono da Maconha, onde ocorreu a prisão, é uma região de alta tensão, marcada pela disputa territorial entre diversas facções, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Bonde do Maluco. As principais rodovias que atravessam essa área, como BR-116, BR-232 e BR-316, facilitam o transporte da produção local, intensificando a violência entre os grupos.
A prisão desse membro chave do tráfico é considerada um sério golpe na estrutura da organização criminosa dirigida por Beira-Mar. A polícia continua a investigação, com o objetivo de desmantelar outras partes da rede e enfraquecer o poder financeiro da facção, numa tentativa de erradicar esse crime organizado. A operação reflete a crescente colaboração entre as forças de segurança em diferentes estados, reconhecendo a complexidade e a interligação das ações criminosas no Brasil.







