A solicitação foi enviada pela 17ª Delegacia de Polícia, onde o caso está sendo investigado. O delegado Thiago Boing, que está à frente da apuração, informou que uma tentativa de intimar Bolsonaro pessoalmente foi mal-sucedida, pois a equipe de escolta não permitiu a efetivação da intimação. O documento enviado ao STF destaca que a intimidação não foi possível e solicita uma alternativa viável para garantir o depoimento do ex-presidente.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março, após ser internado para tratar uma pneumonia bacteriana. O depoimento está agendado para ocorrer na próxima quarta-feira, dia 24, por meio de videoconferência, caso o STF aprove o pedido da polícia.
A investigação foi desencadeada após a apreensão da pistola calibre 9 mm durante uma fiscalização em Taguatinga, onde um servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança de Bolsonaro, conduzia um veículo. Ele afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Durante a abordagem, o motorista relatou que a pistola havia sido entregue a ele para reparo, e ele pretendia devolvê-la no dia seguinte.
A defesa de Jair Bolsonaro reconheceu que ele é o proprietário da arma, alegando que ela estava sob a custódia do segurança para o conserto. Os advogados também ressaltaram que Bolsonaro não apresenta nenhuma proibição legal para manter a arma em sua residência.
A situação se tornou um novo capítulo na tumultuada trajetória do ex-presidente, que enfrenta desafios legais desde que deixou o cargo. Esse episódio ressalta a importância da legislação sobre porte de armas e os vínculos entre segurança pública e proteção de figuras políticas no Brasil.
