Polícia Desmantela “Workshop de Fuzis” e Evita Expansão do Crime em Brasília

Operação Eixo: Ação Rápida Impede Expansão do Crime no DF

Na última sexta-feira, 10 de abril, uma operação policial de grande alcance chamada “Operação Eixo” foi deflagrada para desmantelar uma rede criminosa que buscava expandir suas atividades no Distrito Federal (DF). Agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) conseguiram deter três indivíduos ligados a facções do DF, que haviam viajado ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, com a intenção de participar de um “workshop de fuzis”. O conhecimento adquirido por esses criminosos poderia ter sido repassado a outros membros de facções na capital.

De acordo com a delegada Ágatha Braga, os deteridos foram vistos várias vezes nas vielas da Maré, onde aprenderam a manusear armas de grosso calibre e dominar táticas de combate em ambientes confinados. A ação da polícia foi crucial para evitar que esse treinamento fosse utilizado para a expansão do crime organizado na região. “Conseguimos retirá-los de circulação antes que pudessem replicar esse treinamento e expandir a facção”, afirmou a delegada em entrevista.

O sucesso da operação foi atribuído a um trabalho meticuloso que se estendeu por cerca de um ano e meio, que além de buscar a prisão dos envolvidos, tinha o objetivo de “asfixiar” financeiramente as organizações criminosas que atuam na área. Segundo a Draco, não há evidências de que as armas utilizadas pelos detidos tenham chegado ao DF, o que reduz a possibilidade de uma estrutura de comando das facções cariocas na região.

A operação resultou na execução de 56 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão temporária, abrangendo o DF e outros sete estados brasileiros. Entre os alvos, os suspeitos estão sendo investigados por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, com cerca de R$ 1 bilhão bloqueado em contas ligadas aos criminosos.

Além disso, a polícia revelou que a investigação expôs uma estrutura criminosa altamente profissionalizada, composta por indivíduos que contavam até mesmo com o suporte de estrangeiros para operar suas atividades financeiras. As penas para os envolvidos podem variar de 11 a 33 anos de reclusão, dependendo das acusações apresentadas.

A “Operação Eixo” não apenas neutralizou uma ameaça iminente de expansão do crime organizado no DF, mas também destacou a importância das ações integradas entre as forças de segurança para combater atividades criminosas que transcendem fronteiras geográficas. A continuidade desse trabalho é vital para garantir a segurança e o bem-estar da sociedade.

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