Polícia desmantela quadrilha de pirâmide financeira no Rio; prejuízos podem chegar a R$ 7 milhões com 165 vítimas registradas

Operação da Delegacia de Defraudações Combate Esquema de Pirâmide no Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira, a Delegacia de Defraudações (DDEF) lançou uma operação para desmantelar uma quadrilha que vinha promovendo golpes financeiros por meio de um esquema de pirâmide, causando prejuízos estimados em R$ 7 milhões. As investigações revelaram que a organização criminosa, que opera desde 2020, tem vítimas em número significativo, atraídas por falsas promessas de investimentos com altíssimos retornos.

A operação envolve o cumprimento de onze mandados de prisão em diversas localidades, inclusive na capital fluminense, em Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento, uma pessoa foi detida, e a ação conta com o suporte de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Os criminosos utilizavam empresas de fachada registradas em um mesmo endereço no Centro do Rio, criando uma aparência de legalidade para suas operações ilegais. Essas empresas faziam a captação de recursos dos investidores, prometendo atrativos 3% de retorno ao mês. Inicialmente, os pagamentos eram feitos para gerar confiança e incentivar novos investimentos. No entanto, o que parecia um bom negócio logo se tornou uma armadilha: quando os saques foram bloqueados, os rendimentos continuaram a ser pagos apenas com o dinheiro de novos participantes, caracterizando um esquema Ponzi.

As investigações sugerem que os valores movimentados pela quadrilha podem ser ainda maiores do que os R$ 7 milhões inicialmente estimados. Além disso, existem pelo menos 165 ações judiciais e registros de ocorrência contra os membros da organização. Quando uma das empresas começou a receber muitas reclamações, os criminosos rapidamente abriram outra pessoa jurídica, transferindo seus clientes para manter o funcionamento do esquema fraudulento.

As histórias das vítimas são alarmantes. Uma delas chegou a investir aproximadamente R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos, enquanto outra foi convencida a contrair um empréstimo para investir no esquema, levando a uma situação financeira desesperadora. A operação busca não apenas prender os envolvidos, mas também trazer justiça às centenas de pessoas enganadas por essas promessas de enriquecimento fácil. As investigações continuam em andamento, e novas prisões podem ocorrer conforme as autoridades desvendam a complexidade do caso.

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