Os policiais apreenderam um total de 123 máquinas de mineração de alta performance, além de diversos apetrechos essenciais para a operação, como transformadores, exaustores industriais e computadores que gerenciavam o sistema. Uma avaliação preliminar sugere que o valor total do maquinário confiscado varia entre R$ 400 mil e R$ 650 mil, o que destaca a magnitude da operação irregular. Especialistas indicam que a central teria potencial para gerar um faturamento mensal bruto na faixa de R$ 50 mil a R$ 70 mil, o que representa um lucrativo negócio no setor de criptomoedas.
Investigações realizadas anteriormente indicaram que a operação funcionava de maneira remota e era monitorada através de câmeras, o que facilitava o controle à distância. Um dos aspectos mais preocupantes da descoberta é que a central operava com furto contínuo de energia elétrica, o que eleva ainda mais a gravidade da situação.
Durante a busca, os agentes também encontraram documentos e identificações civis que estavam ligados à operação clandestina, evidenciando a estrutura organizada por trás da atividade ilegal. As autoridades estimam que a ação resultou em um prejuízo total de aproximadamente R$ 885 mil para o crime organizado.
Além da central de mineração, a operação revelou também uma empresa do setor plástico que estava utilizando energia de forma irregular. Essa empresa também era suscetível a sanções, pois operava com ligação clandestina, enfatizando a preocupação com a exploração de serviços públicos.
A ação contou com a colaboração de policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) e da 66ª DP (Piabetá), que atuaram em conjunto para coibir essas atividades ilícitas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A operação reflete um crescente esforço das autoridades em combater a criminalidade associada ao uso indevido de recursos e à exploração de energia elétrica.





