Polícia Civil realiza operação em Duque de Caxias contra traficantes do Comando Vermelho, com 13 presos e investigação sobre ameaças a moradores.

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro mira os traficantes do Comando Vermelho (CV) em Duque de Caxias, abrangendo as comunidades Rua Sete, Rasta e Vila Urussaí. As investigações indicam que um grupo ligado ao tráfico tem utilizado táticas intimidatórias para extorquir moradores, forçando-os a pagar pela internet clandestinamente fornecida por eles. Nesta terça-feira, as autoridades estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas localidades, que incluem não apenas Duque de Caxias, mas também Cabo Frio, na Região dos Lagos, e Paraty, na Costa Verde. Até agora, 13 indivíduos foram detidos.

O cerco se concentra em figuras-chave da criminalidade local, como Joab da Conceição Silva — conhecido como Joab — Thiago Barbosa Conrado, o Taz, e Carlos Henrique Santos de Araújo, chamado de CH. Conforme apurações, esses homens se destacam não apenas pela liderança no tráfico, mas também pela exploração de serviços de internet, invocando um esquema que gera receitas ilegais. Além disso, são suspeitos de estarem envolvidos em roubos de veículos e de cargas, assim como em práticas de lavagem de dinheiro.

A lista de detidos inclui Juliana Gomes da Silva Rodrigues dos Santos, prima de Joab, e Ricardo Cesar Gonçalves Pereira, que atua como o braço financeiro do grupo criminoso. Ambos têm a prisão preventiva decretada pela Justiça e são parte essencial das investigações em andamento.

Intitulada de Hemostase, a operação — que leva o nome de um processo fisiológico que interrompe sangramentos — envolve 120 policiais civis. A ação é coordenada pela 23ª DP (Méier), em colaboração com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio. A operação reúne esforços de diferentes departamentos policiais, incluindo o Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC) e o Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI), além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Essa ação representa um passo significativo na luta das autoridades contra o tráfico de drogas e a criminalidade organizada na Baixada Fluminense, refletindo uma crescente preocupação com a segurança nas comunidades afetadas.

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