Conhecido como o Caso Chopin, em referência ao edifício de luxo onde a socialite reside em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, a situação veio à tona após Regina conseguir escapar de José Marcos e detalhar o drama pelo qual estava passando. A longa trama que se estende por mais de 10 anos revelou que o ex-motorista teria forçado a socialite a assinar um documento de união estável, que ela alega não se lembrar de ter assinado.
Regina Lemos, viúva do fazendeiro Nestor Gonçalves desde 1994, herdou um patrimônio avaliado em milhões de dólares após a morte do marido. No entanto, familiares afirmam que José Marcos teria roubado uma parte considerável da fortuna da socialite, incluindo joias e obras de arte.
O laudo pericial psiquiátrico forense realizado por Sandra Greenhalgh em maio apontou que Regina Lemos apresenta demência vascular não especificada, mas ressaltou que isso não afeta sua capacidade mental de entendimento e determinação. O delegado Ângelo Machado, responsável pelo indiciamento de José Marcos, afirmou que o ex-motorista cometeu delitos previstos no Estatuto do Idoso e foi destituído da função de curador, além de ser proibido de se aproximar de Regina.
A busca pelo ex-motorista continua e a justiça está empenhada em garantir a segurança e a integridade da socialite Regina Lemos diante desse cenário de violência e exploração.
